Você está fora de moda, meu caríssimo
Uns 200 anos atrás, eu diria
Sangue pela boca não dá mais ibope
Ultra-romantismo hoje é motivo de piada
Só que eu te entendo, mas não aceito
Eu sou assim também, você sabe, mas eu não aceito
Se você se for acabou a parceria
Se você se for acabou minha alegria
Se você se for minhas mãos vão parar de escrever
Por que renega essa mentira maravilhosa?!
Essa vida tola, deixa ela te enganar
Não precisa ser assim tão radical...
Faça como eu, e dê bom dia aos cavalos
Cuspa pra cima, e banhe-se em sua saliva!
Quisemos... quisemos muito esse caminho
Álvares de Azevedo e Cazuza
Mas eu retiro o que eu disse
Agora eu quero a cura
Fui eu quem te contaminei, eu acho
E agora você é responsável por minha sanidade mental
Saiba disso!
Eu te proíbo de partir, eu te proíbo
Eu sempre disse que você era velho demais pra sua idade
Mas você ainda é muito jovem pra tanta solidão
Não vá, ou você vai sofrer as conseqüências
Não vá, apenas não vá
Não vá, não ainda
quinta-feira, 21 de maio de 2009
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