Sempre fui partidário daquela idiotice de achar que o ódio e o amor são sentimentos próximos, mas acho que só agora me dei conta da tolice tamanha que pregava. O amor é tão pleno de si e sagrado, que jamais permite ou permitirá ser dominado pelas sombras, se algo semelhante acontecer fica óbvio que o sentimento não era amor.
Faço aqui o meu "mea culpa", peço perdão a Deus e me ajoelho diante de quem amo, aliás, só agora sei que amo. Amor é apenas amar, e acabou. De repente acho que nunca odiei quem eu amo, apenas a exigência e a raiva pela pessoa não fazer o que você queria que ela fizesse confundia-se com ódio. Eu tenho medo de brigas, pavor do ódio, e sendo assim, agora constato que eu simplesmente fujo das pessoas que eu odeio. Sempre fiz isso, e agora me compreendi.
Amo, amarei pra sempre, e acabou.
domingo, 26 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Deslocado II
Quando me sinto sozinho não é a solidão da navalha que faz a autópsia revelando as dobras, tecidos onde se instalam emoções baratas, pulsações que correm, correm, até que escorrem, quando há uma incisão no pensamento. O pensamento dilata veias nas minhas têmporas, mas não é desta solidão que falo, de sentir o próprio sangue como um relógio que diz tic tac, até que um dia, tac..e o tempo pára.
Quando me sinto sozinho, não é a solidão da morte, de Tanatos e sua face escura. O que sinto é a solidão da festa, quando pego meu cavalo alado e subo para ver a multidão de cima. E a multidão se esfrega mostrando a genitália, trocando uns goles, como quem se beija....Carnaval do prazer ambíguo e real do corpo a corpo, boca a boca, língua enrijecida, vontade flácida, movimento da galera num barco de euforias, madrugada estelar na vaidade do planeta...
A solidão de que falo não tem a dor do apartheid nem do isolamento. É algo assim como sentir tédio no meio da torcida e ir pra casa como um desenganado social ou um mamute que se perdeu do bando, reeditando a era do gelo.
A solidão sideral não se alimenta de fogos nem se ilude com goles, o tilintar dos cubos boiando no uísque, a cerveja em copos que se abrem como tulipas, o champanhe que borbulha como uma fonte erótica de Roma...
Acho tudo bonito, cinematográfico. Mas a solidão de que falo é um monólogo para poucos. Um tête-à-tête de sussurros que despertam em mim um animal intenso.
A solidão que sinto não me faz querer companhia, não destas que se oferecem nos balcões sebentos ou no banquete em que todos se comem com talher de prata. Nada disso tem a ver comigo e se o faço é por pura concessão, ironizando os protocolos.
A solidão que sinto tem a humanidade que vinga como uma flor à luz do dia, com pétalas e raízes aquecidas. Brotando, crescendo e morrendo como um girassol de floração única, suspenso em seus próprios atos. É a solidão do ciclo de ser mais um em campo, deitando sementes, como quem deita palavras, polinizando vazios como um exercício de sobrevivência e enganação!...
Quando me sinto sozinho, não é a solidão da morte, de Tanatos e sua face escura. O que sinto é a solidão da festa, quando pego meu cavalo alado e subo para ver a multidão de cima. E a multidão se esfrega mostrando a genitália, trocando uns goles, como quem se beija....Carnaval do prazer ambíguo e real do corpo a corpo, boca a boca, língua enrijecida, vontade flácida, movimento da galera num barco de euforias, madrugada estelar na vaidade do planeta...
A solidão de que falo não tem a dor do apartheid nem do isolamento. É algo assim como sentir tédio no meio da torcida e ir pra casa como um desenganado social ou um mamute que se perdeu do bando, reeditando a era do gelo.
A solidão sideral não se alimenta de fogos nem se ilude com goles, o tilintar dos cubos boiando no uísque, a cerveja em copos que se abrem como tulipas, o champanhe que borbulha como uma fonte erótica de Roma...
Acho tudo bonito, cinematográfico. Mas a solidão de que falo é um monólogo para poucos. Um tête-à-tête de sussurros que despertam em mim um animal intenso.
A solidão que sinto não me faz querer companhia, não destas que se oferecem nos balcões sebentos ou no banquete em que todos se comem com talher de prata. Nada disso tem a ver comigo e se o faço é por pura concessão, ironizando os protocolos.
A solidão que sinto tem a humanidade que vinga como uma flor à luz do dia, com pétalas e raízes aquecidas. Brotando, crescendo e morrendo como um girassol de floração única, suspenso em seus próprios atos. É a solidão do ciclo de ser mais um em campo, deitando sementes, como quem deita palavras, polinizando vazios como um exercício de sobrevivência e enganação!...
quinta-feira, 2 de julho de 2009
In Our Small Way
Talvez eu e você não consiga fazer grandes coisas
É provável que não consigamos mudar o mundo em um dia
Mas ainda dá pra mudar algumas coisas hoje...
Do nosso jeitinho...
Palavras vazias não são suficientes
Aonde há dor, seremos um aperto
Quando houver sede, encheremos os nossos copos
Porque nós nos importamos, e amamos o bastante pra compartilhar
Talvez eu e você não consiga fazer grandes coisas
É provável que não consigamos mudar o mundo em um dia
Mas ainda dá pra mudar algumas coisas hoje...
Do nosso jeitinho...
No desespero seremos a esperança
E a oração que liberta a alma
Estaremos lá pra dividir cada estrada solitária
Porque nós amamos, eu sei
E nos importamos o bastante
Talvez eu e você não consiga fazer grandes coisas
É provável que não consigamos mudar o mundo em um dia
Mas ainda dá pra mudar algumas coisas hoje...
Do nosso jeitinho...
Só demora um tempinho
Que diferença só um sorriso pode fazer, não vê?
Amor é tudo que precisamos
Talvez eu e você não consiga fazer grandes coisas
É provável que não consigamos mudar o mundo em um dia
Mas ainda dá pra mudar algumas coisas hoje...
Do nosso jeitinho...
É provável que não consigamos mudar o mundo em um dia
Mas ainda dá pra mudar algumas coisas hoje...
Do nosso jeitinho...
Palavras vazias não são suficientes
Aonde há dor, seremos um aperto
Quando houver sede, encheremos os nossos copos
Porque nós nos importamos, e amamos o bastante pra compartilhar
Talvez eu e você não consiga fazer grandes coisas
É provável que não consigamos mudar o mundo em um dia
Mas ainda dá pra mudar algumas coisas hoje...
Do nosso jeitinho...
No desespero seremos a esperança
E a oração que liberta a alma
Estaremos lá pra dividir cada estrada solitária
Porque nós amamos, eu sei
E nos importamos o bastante
Talvez eu e você não consiga fazer grandes coisas
É provável que não consigamos mudar o mundo em um dia
Mas ainda dá pra mudar algumas coisas hoje...
Do nosso jeitinho...
Só demora um tempinho
Que diferença só um sorriso pode fazer, não vê?
Amor é tudo que precisamos
Talvez eu e você não consiga fazer grandes coisas
É provável que não consigamos mudar o mundo em um dia
Mas ainda dá pra mudar algumas coisas hoje...
Do nosso jeitinho...
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