A evolução é
A revolução fode
Por ela tudo pode
Até o que não deve
Ovelhas devem ser sacrificadas
Pois o frio traumatiza e mata
Mais do que o amor possa fazer
Mais que um animal possa valer
Pra onde estamos indo?
Nâo pergunte à necessidade
Ser feliz é pra quem mata
E a tristeza é pra quem sabe
Você escolhe nascer
Você escolhe ser livre
Eu escolho não ter escolha
E querer só o que eu não tive
E querer que eu seja importante apesar da ausência
Como eu sei que não te ver é a maior das minhas penitências
Como eu sei que como a Terra é podre e como eu não me encaixo
Como eu sei que o teu amor é o Sol e meus pés são errantes
Não por aventura mas por necessária ousadia
Por uma Ordem Maior que esmaga meu coração
Me manda agir oculto qual um mísero ladrão
E faz você me olhar com essa sentença tão fria
Os fins justificam os meios
Mas só se você for um príncipe
E eu não tenho povo, só tenho a mim
E nuvens sem chuva indicando o meu fim
Dramático, de tanto brincar com a fome
Meio morto, de tanto encarar o sono
Sempre agasalhado, pelo trauma do frio
Aceitando calmo agora, o sacrifício das ovelhas.
domingo, 20 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
Bloomsday - James Joyce
Outra fatia de pão e manteiga: três, quatro: certo. Ela
não gostava de prato cheio. Certo. Ele voltava-se para a
bandeja, levantou a chaleira da chapa e ajeitou tudo sobre
o fogão. Ficou lá, lerda e agachada, o bico saliente. Xícara
de chá logo. Bom. Boca seca. O gato deslizava ao redor
da perna da mesa com a cauda em riste.
(...)
O Sr. Bloom olhava curioso, gentil, o ágil vulto negro. Fácil de
ver: o macio pêlo lustoso, o alvo botão sob a base da cauda,
os faiscantes olhos verdes. Ele inclinou-se para ela, com as
mãos nos joelhos.
- Leite para as gatinhas, ele disse.
- Mingau! O gato lamentou.
(...)
Ele olhava os pêlos brilhando rijos na fraca luz quando ela
reclinou-se três vezes e lambeu levemente. Saber se é verdade
que se cortar eles depois não caçam mais. Por que? Eles brilham
no escuro, talvez, as pontas. Ou um tipo de sensores no escuro,
talvez.
Ouvia-a lambendo. Presunto e ovos, não. Nada de ovos bons
com esta seca. Requerem pura água fresca. Quinta-feira: não é
um bom dia para um rim de carneiro lá no Buckley's. fritos com
manteiga, um arrepio de pimenta. Melhor um rim de porco lá no
Dlugacz's. Enquanto a chaleira vai fervendo. Ela lambe devagar,
então lambendo até deixar a tigela limpa. Por que línguas tão
ásperas? Para lamber melhor, com todos os poros. Nada que
não possa comer? Ele olhou ao redor. Não.
não gostava de prato cheio. Certo. Ele voltava-se para a
bandeja, levantou a chaleira da chapa e ajeitou tudo sobre
o fogão. Ficou lá, lerda e agachada, o bico saliente. Xícara
de chá logo. Bom. Boca seca. O gato deslizava ao redor
da perna da mesa com a cauda em riste.
(...)
O Sr. Bloom olhava curioso, gentil, o ágil vulto negro. Fácil de
ver: o macio pêlo lustoso, o alvo botão sob a base da cauda,
os faiscantes olhos verdes. Ele inclinou-se para ela, com as
mãos nos joelhos.
- Leite para as gatinhas, ele disse.
- Mingau! O gato lamentou.
(...)
Ele olhava os pêlos brilhando rijos na fraca luz quando ela
reclinou-se três vezes e lambeu levemente. Saber se é verdade
que se cortar eles depois não caçam mais. Por que? Eles brilham
no escuro, talvez, as pontas. Ou um tipo de sensores no escuro,
talvez.
Ouvia-a lambendo. Presunto e ovos, não. Nada de ovos bons
com esta seca. Requerem pura água fresca. Quinta-feira: não é
um bom dia para um rim de carneiro lá no Buckley's. fritos com
manteiga, um arrepio de pimenta. Melhor um rim de porco lá no
Dlugacz's. Enquanto a chaleira vai fervendo. Ela lambe devagar,
então lambendo até deixar a tigela limpa. Por que línguas tão
ásperas? Para lamber melhor, com todos os poros. Nada que
não possa comer? Ele olhou ao redor. Não.
Sol em Conjunção com Urano
Urano é a verve plena da revolução humana pessoal e social.
Este relacionamento será um desafio e tanto para os que o têm. Tudo que pensam sobre si mesmos e sua relação com as pessoas e com a vida em geral serão colocados à prova. Se tiverem força e auto-segurança, ambos aprenderão muito através deste relacionamento.
Não esperem que este relacionamento siga nenhum padrão estabelecido, pois terão que definir novos padrões de comportamento que sirvam apenas para os dois. Em um casamento ou união afetiva, ambos terão que ser muito abertos. Se tentarem forçar o outro a se enquadrar no padrão conjugal habitual, a frustração será tanta que nenhum dos dois vai querer manter o relacionamento.
Exijam do relacionamento o mínimo possível, assumam uma atitude aberta e deixem que a experiência os transforme e enriqueça.
Devagar e sempre, o importante é ser constante. Temos toda essa vida, e o que tiver depois dela.
Este relacionamento será um desafio e tanto para os que o têm. Tudo que pensam sobre si mesmos e sua relação com as pessoas e com a vida em geral serão colocados à prova. Se tiverem força e auto-segurança, ambos aprenderão muito através deste relacionamento.
Não esperem que este relacionamento siga nenhum padrão estabelecido, pois terão que definir novos padrões de comportamento que sirvam apenas para os dois. Em um casamento ou união afetiva, ambos terão que ser muito abertos. Se tentarem forçar o outro a se enquadrar no padrão conjugal habitual, a frustração será tanta que nenhum dos dois vai querer manter o relacionamento.
Exijam do relacionamento o mínimo possível, assumam uma atitude aberta e deixem que a experiência os transforme e enriqueça.
Devagar e sempre, o importante é ser constante. Temos toda essa vida, e o que tiver depois dela.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Minha Estrada
Caminhei tanto pra chegar até aqui, e agora há tão pouco o que andar
Nada pode comigo, e meu caminho só meu Pai pode mudar
Nada pode comigo, e meu caminho só meu Pai pode mudar
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